Curitiba, janeiro de 2013
Caracterizada como um processo de abertura de novas fronteiras, a expansão da agroindústria sucroenergética, em termos de v olume de produção, tem se concentrado na região Centro-Sul, principalmente no Triângulo Mineiro, centro e sul dos Estados d e Goiás e Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, além do oeste e noroeste paulista.
Estivemos reunidos aqui em Bukit Tinggi, Sumatra Ocidental, na Indonésia, de 10-15 julho de 2012, para o Workshop Internacional e o Seminário sobre a «Reforma Agrária e a Defesa da Terra e do Território no Século 21: O Desafio e o Futuro», convocada pela Via Campesina e pela Campanha Global para a Reforma Agrária, no meio de uma emergência mundial provocada pelas múltiplas crises de alimentos, do clima, das finanças, da pobreza e do desemprego. Temos vindo a avaliar as nossas estratégias e lições aprendidas durante as últimas duas décadas, anos de luta pela reforma agrária e pela defesa da terra e dos territórios dos nossos povos.
Só entre outubro de 2008 e agosto de 2009, foram comercializados mais de 45 milhões de hectares, sendo que 75% destes na África e outros 3,6 milhões de hectares no Brasil e Argentina, impulsionando aquilo que se convencionou chamar, na expressão em inglês, de “land grabbing”. O crescimento da produção agrícola e das demandas e transações de compra de terras, se concentra na expansão de oito commodities : milho, soja, cana-de-açúcar, dendê (óleo), arroz, canola, girassol e floresta plantada. A participação brasileira se dá fundamentalmente nos três primeiros produtos. O artigo é de Sérgio Sauer e Sérgio Pereira Leite.
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AÇÃO TERRA
Reforma Agrária
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