O direito à alimentação é um direito humano básico, incluído na Declaração Universal dos Direitos Humanos, das Nações Unidas, 1944. “todas as pessoas têm direito a uma boa nutrição como condição sine qua non para um desenvolvimento pleno, físico e mental (artigo 25).”
Se depender da tecnologia e conhecimento que Brasil está exportando, cenário sudanês pode mudar em poucos anos
Patrimônio do povo a serviço da humanidade
EDITORA EXPRESSÃO POPULAR
Tradução e revisão: Geraldo Martins de Azevedo Filho, Juan Alberto Pezzutto Blanco, Elisa Schreiner, Werner Fuchs, Paulo Petersen Projeto gráfico, capa e diagramação ZAP Design Ilustração da capa «Semilla» de Egüez Pavel, Equador, 2001 Impressão e acabamento Cromosete
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
Como foi que os mexicanos, que vivem na terra onde o milho foi domesticado, chegaram a depender do grão produzido nos EUA? Como foi que as Filipinas, que exportavam arroz, passaram a ser o maior importador mundial deste produto? Como no México, os agricultores filipinos perderam o apoio do Estado e descobriram os «encantos» da liberalização comercial. A análise é de Walden Bello.
«Três décadas de acordos de livre comércio e políticas neoliberais desmantelaram a capacidade da maioria dos países de produzirem sua própria comida.» A constatação é de Peter Rosset, agroecologista americano. Nesse cenário, os investidores têm descoberto o «commodity trading (comércio de bens) como resultado do colapso do verdadeiro mercado estatal nos EUA, e estão em busca desesperada de novas áreas de investimentos». Entretanto, explica, esses grupos lucram tanto com as altas como com as quedas dos preços dos alimentos, inflando «a bolha dos commodities, que está deixando a alimentação fora do alcance das pessoas pobres por todo o mundo». Atualmente, lembra, «61% de todos os contratos futuros de trigo nos EUA estão detidos por fundos (de risco) multimercados».
Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Rosset defende a teoria de que cada país deve ser responsável pela alimentação de seu próprio povo. Ao comentar a produção de biocombustíveis, ele é categórico: «É um crime contra a humanidade priorizar alimentar carros em vez de alimentar pessoas».
Peter Rosset tem doutorado em Agroecologia. É pesquisador do Centro de Estudios para el Cambio en el Campo Mexicano (CECCAM), co-coordenador da Rede de Pesquisa-Ação sobre a Terra ( www.acaoterra.org ), e faz parte do grupo técnico do [La] Vía Campesina. "
A crise alimentar mundial coloca em evidência as propostas do movimento social camponês, afirma Peter Rosset em artigo para o La Jornada, 09-05-2008. O pesquisador comenta as razões da crise alimentar mundial e destaca as propostas da Via Campesina. A tradução é do Cepat.
. A Via Campesina Internacional, uma coalizão mundial de movimentos de camponeses, pequenos e médios agricultores, trabalhadores rurais, mulheres camponesas e comunidades indígenas, organizada na América, África, Ásia e Europa, apresenta em «Uma resposta à crise global dos alimentos» uma análise sobre o aumento do preço dos alimentos e uma proposta para garantir a sustentação dos pequenos produtores e baixos preços para os consumidores nas cidades.
Marluce Melo é membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT)
“Poderíamos construir projetos para países pobres não verem nos países ricos apenas países exploradores”. Essa proposta feita pelo presidente Lula durante a visita de Bush ao Brasil, no dia 9 de março, sintetiza o principal objetivo do encontro—melhorar a imagem do governo estadunidense na América latina.
Mestre em Educação nas Ciências pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) e Doutor em Ciências Econômicas e Sociais pela Universidade de Osnabrück — Alemanha - andrioli13@hotmail.com
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AÇÃO TERRA
Agricultura Suntentavel
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